terça-feira, 11 de maio de 2010

Vôo de power paraglider no Himalaia

A estada em Pokhara nos permitiu participar de uma das mais emocionantes experiências de nossas vidas: um voo de paraglider motorizado junto ao Himalaia. Bebel inicialmente não se entusiasmou. Sem saber muito a respeito, olhou com desconfiança a foto da engenhoca e quase desistiu da aventura. Depois topou e, num dia excepcionalmente claro, para sorte nossa, seguiu comigo, ainda desconfiada, para o aeroporto. Eu, que já pilotara ultraleves, sentia mais segurança: acidentes são muito raros.



Lembro-me de que brinquei com a moça que nos atendeu no aeroporto. “Quantos desses aparelhos já caíram?” Ela riu: “Nenhum. “ Como o ultraleve, o paraglider motorizado plana bastante. Não cai como uma pedra. Se estiver voando alto, o piloto pode escolher facilmente onde pousar. Algumas dezenas de metros de terreno plano bastam para o pouso.
Logo estávamos vestindo blusões especiais para aguentar o frio lá no alto e embarcando cada um de nós em um paraglider, ambos conduzidos por pilotos russos. Os dois paragliders de fibra de vidro e motor traseiro me pareceram ainda mais fáceis de serem pilotados do que o ultraleve. Como não pude pilotar nenhum, não tenho certeza. Mas decolam com a elegância de um flamingo.
Do alto, preso por um cinto de segurança a um assento que parecia solto no espaço, eu olhava Pokhara lá embaixo, via o lago Pewa como um espelho azul marinho entre montanhas verdes. Sobrevoamos inclusive o Pagode da Paz Mundial, que ainda não visitáramos, fora da cidade, no alto de uma montanha. Quando descemos, Bebel estava maravilhada. Parece que para ambos a experiência superara tudo o que era fizéramos até então.